Destinos Nacionais

48 Horas em São Paulo: roteiro alternativo

12 de abril de 2016

A ideia do blog: Tudo surgiu numa ida pra São Paulo durante um feriado. Como eu, Bea, estou morando em Vinhedo, a 70 km de SP, resolvemos passar o feriado juntas e fazer algo diferente. Fomos para ~a capital~ na sexta de Páscoa e em dois dias fizemos tanta coisa que não seria justo guardar tantos passeios legais só pra nós.

Vamos lá. O que fazer em pouco tempo na capital São Paulo? Detalhe: um dos dias era feriado nacional, muitas programações estavam fechadas.

Descobrindo SP

Dados básicos sobre a cidade: cidade global (14ª no ranking mundial), é a  mais populosa do Brasil com aproximadamente 12 milhões de habitantes, segundo dados do IBGE e chega aos 20 milhões quando inclui-se a região metropolitana. Ao mesmo tempo que é marcada por seus altos edifícios também possui diversidade de parques, regiões arborizadas e atrações culturais (ex.: Virada Cultural); é sede da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBOVESPA) e tem a indústria como fator impulsor de sua economia.

Passeios baratos e gratuitos

Dia 1: O objetivo do primeiro dia era irmos à exposição Mondrian e o Movimento Stijl (Arte, Arquitetura e Design da Holanda no Início do Século XX), no Centro Cultural do Banco do Brasil.

Começamos deixando as mochilas no hostel e pegamos o metrô para conhecer a Estação da Luz (a Buba ficou chocada que eu ainda não conhecia e quis me levar lá) mas ela tava em reforma, então só pudemos ver por fora. O passeio não foi perdido, atravessamos a rua (depois de dar a volta ao redor da estação procurando uma entrada, que não é pequena) e fomos na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Assim que chegamos fizemos uma pausa para o almoço, na cafeteria que tem dentro da Pinacoteca mesmo, normalmente eles dão a opção de três pratos. O almoço era uma delícia!

Fomos conhecer as exposições e o lugar, que é gigante. Estava em cartaz “Arte no Brasil: uma história do Modernismo na Pinacoteca de São Paulo”. O passeio custou 6 reais para cada, quem é estudante/idoso/criança paga 3 reais.

Seguimos para os próximos pontos, que seriam: Theatro Municipal, Galeria do Rock e Galeria 7 de Abril, todos perto um do outro. Infelizmente, tudo fechado. Na verdade o Theatro fechou 15 minutos antes de chegarmos, pois as visitas guiadas estavam com horários reduzidos e não sabíamos. Deixamos para visitar no dia seguinte, caso desse tempo. Caso você queira visitar, os horários de visita são esses:

De terça-feira a sexta-feira: às 11h, 15h e 17h

Sábado e feriados: às 11h, 12h, 14h e 15h

As inscrições são feitas no Theatro mesmo, a partir das 10h, por ordem de chegada, para todos os horários do dia. A lotação em cada horário é de 50 pessoas. O Theatro diz que a indicação etária é de 10 anos.

theatro municipal sao pauloA única parte do Theatro Municipal que conseguimos ver

Por volta das 16h fomos na exposição do CCBB, que ficava pertinho do Theatro, tinha bastante gente. Fica no centro da cidade e chegamos pouco antes de começar o temporal (no verão as chuvas fortes são muito comuns e costumam começar do meio pro final da tarde). É importante se ligar nessa questão do tempo porque dependendo da quantidade de chuva não dá pra chegar nos lugares a pé e o trânsito fica completamente parado. Enfim… visitamos a mostra, que tinha 4 andares, e foi bem legal. O movimento neoplasticismo foi uma importante contribuição da Holanda para muitas das formas que temos hoje, tais como os móveis. Um de seus membros mais importantes, Piet Mondrian, nasceu em 1872 e no início de suas pinturas aproximava-se mais de pintores pós-impressionistas, como Van Gogh, e do cubismo de Picasso. Após mudar-se para Paris seu estilo passou a se transformar e chegou, em 1912, ao que Mondrian nominou neoplasticismo – a “plástica” que, na época, era muito diferente e que hoje representam a vontade de uma sociedade mais aberta e sem padrões pré-definidos, como foi para o Bauhaus.

“Quarto de meninos” de Piet Klaarhamer – Móveis e quarto no estilo neoplasticista

Depois passamos na Praça da Sé (bem rapidinho, pois estávamos com muita fome) em direção ao metrô para irmos na Paulista. Quando chegamos lá fizemos um lanche na Augusta e logo voltamos pro hostel, pois estávamos podres de cansada. Conversamos e bebemos umas cervejas e fomos dormir.

Dia 2: A meta do dia era dormir o suficiente pra conseguir fazer todos os passeios e visitar o Instituto Tomie Ohtake. Uma dica legal pra acompanhar o que vem por aí é seguir nas redes as páginas dos centros culturais, institutos, galerias, etc. Vi no Instagram uma foto da exposição “Olhar em Movimento” e fiquei louca pra ir.

Esse dia foi de surpresas boas. Chegamos no instituto e a entrada também era franca. Não sabíamos que tinham quatro mostras em cartaz, e uma delas foi bem impressionante. Eu não costumava curtir muito arte contemporânea, mas isso tem mudado. Entramos na sala com obras de Lars Nilsson e me arrepiei. O nome da exposição era “Ghosts” e, segundo o próprio folheto da exposição, o título não poderia ser mais apropriado uma vez que o fantasma está necessariamente fora de seu tempo, suspenso nele.

ghosts

Parte brasileira do Instituto: além da sala permanente, que remonta à história de São Paulo, à chegada da colonização japonesa e à criação do Tomie Ohtake, estava em cartaz “Aprendendo com Dorival Caymmi – civilização praieira”. Ele representou uma parte de nossa cultura por meio de quadros e de suas canções; nasceu na Bahia e morou no Rio de Janeiro e sua exposição mostra (com a contribuição de outros pintores) e canta tempos de calmaria e desaceleração que são raros nas grandes cidades hoje.

Para finalizar, a arte cinética italiana dos anos 1950-70, “Olhar em Movimento”, celebrou o ano da Itália no Brasil. O uso de luzes, formas e ilusão de óptica nos deixaram animadas. Essa fica difícil descrever, pois realmente cada obra mudava de acordo com ângulo e iluminação e dos olhos de cada um. Foi demais.

olhar em movimento

Passeamos na Livraria Cultura mais legal de todos os tempos, fomos na Starbucks e finalizamos na Oscar Freire pra eu conhecer (outra coisa que a Buba ficou chocada ao saber que eu nunca tinha ido) e para vermos algumas coisinhas que não podemos comprar.

Nosso ônibus saía às 18h de São Paulo, pegamos nossas mochilas, chamamos um Uber (não valia a pena pegar ônibus/metrô) e acabou saindo 7 reais para cada uma, pois foi a primeira vez que eu usei e peguei o desconto de 20 reais, e fomos pra rodoviária do Tietê, a mesma que chegamos (que aliás parece um aeroporto).

Onde ficar?

Fique onde puder e quiser. O que sugerimos é que seja numa região mais segura e que esteja perto de pontos estratégicos, como metrô, paradas de ônibus e com mais vida noturna. Caso já tenha seu roteiro planejado busque concentrar seus passeios na região de mais fácil acesso ao seu hotel, hostel, pousada, etc. e sempre pesquise antes sobre as opiniões de pessoas que já se hospedaram nestes locais. Alguns bairros mais seguros e com vida noturna: Itaim Bibi, Pinheiros, Jardim Paulista, Vila Madalena e Paraíso.

Nós ficamos no The Pod SP, um hostel que é super bem localizado, com áreas de lazer comuns, Wi-Fi gratuita, bar interno e perto de vários bares da Rua dos Pinheiros e um custo benefício bacaninha, além de proporcionar aquela oportunidade de treinar seu inglês, espanhol, japonês e muitas outras línguas, devido à grande quantidade de estrangeiros que recebe. Há quartos compartilhados para 6, 10 e 12 pessoas. Fizemos todo o processo pelo Booking, que ajuda muito nessas horas.

Entrada do The Pod SP

Como se locomover?

Melhores opções para nós: metrô, Uber/táxi, ônibus (acabamos nem usando) e bicicleta (ficou para uma próxima vez, quando não estivesse tão calor). Como não dirigimos, o carro não foi uma opção, mas muita gente que dirige opta por não usar carro pra não pegar congestionamento. Ah, prepare-se para caminhar bastante também! Por mais que o passeio seja bem organizado a cidade continua sendo gigante e os pontos de transporte público espalham-se com distâncias diferentes pela cidade.

Sobre prioridades

Dica: não vá para São Paulo esperando conhecer muitos pontos afastados da cidade em uma visita de poucos dias ou feriado. Pelo fato da cidade ser muuuito grande fica cansativo demais e não se faz os passeios com calma. O que fizemos e achamos uma boa ideia foi selecionar onde mais queríamos ir (a exposição do Mondrian e do Tomie Ohtake, por exemplo) e traçamos outros pontos que ficassem próximos destes locais. Apenas estes dois já eram longe um do outro, por isso também fizemos um em cada dia.

Logo mais, faremos um post sobre São Paulo em mais dias e com os pontos turísticos tradicionais.

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3 Comentários

  • Reply SANDRA GRASSI 23 de abril de 2016 at 18:13

    Adorei, aguardando mais dicas! Sucesso meninas

    • Brunas
      Reply Brunas 3 de maio de 2016 at 22:38

      Muito obrigada, querida!

  • Reply Maria fernanda 17 de maio de 2016 at 23:25

    Adorei, muito bem feito. Não sabia que podia fazer tantas coisas para fazer em São Paulo!👍

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