Destinos Internacionais

Feriado chegando: 4 dias no Chile!

19 de abril de 2016

Esse post é para você, que no próximo feriado vai passar 4 dias maravilhosos no Chile ou para você, que após saber das coisas que se pode fazer lá também vai querer organizar uma viagem para esse país show de bola.

Conhecendo o Chile

Com aproximadamente 18 milhões de habitantes o país tem como base de sua economia o cobre (facilmente percebido nas feiras de artesanatos, nas quais imas, quadros, marcadores de páginas e outras lembranças sempre levam algo do material). A cidade de Santiago é atravessada pelo rio Mapocho “água que penetra na terra” e está situada no vale central chileno, ao lado da Cordilheira dos Andes.

Dia 1: Centro da cidade e passeios tradicionais

É muito fácil se locomover de metrô pela cidade, realmente acredito que não há necessidade de alugar carro ou ficar pegando táxi, mas vai de cada um. Sugestão de passeio: acordar cedo e ir pra rua o quanto antes. Para chegar no centro é só seguir o mapa de acordo com sua estação e descer na “Universidad del Chile”, que tem uma linda pintura em homenagem a Pablo Neruda e Gabriela Mistral. Ao caminhar pelo centro histórico pode-se notar muitos prédios lindos e bem conservados, carregados de história colonial, resquícios da ditadura, épocas de excesso de minério e muita pedra nas construções.

Metrô Universidad del Chile

A Plaza de Armas (localizada próxima à estação de mesmo nome), principal praça de Santiago e considerada marco zero da cidade, é o local de referência para atividades de cunho histórico. Há muitas esculturas e árvores, sendo a Catedral Metropolitana, o Museu Histórico Nacional e o prédio dos Correios alguns de seus monumentos circundantes. É legal fazer os passeios na parte da manhã e ir almoçar no Mercado Central, se os mercados públicos do Brasil têm cheiro de peixe o de Santiago tem ainda mais forte ainda, devido à cultura de pesca no Pacífico. Recomendação de restaurante: Donde Augusto, bem no centro do Mercado. Não perca a oportunidade de comer um King Crab ou Centolla, em espanhol, ao alho e óleo. Além de ter violeiros que alegram a refeição, o próprio momento de servir a Centolla é um show à parte. Há muito o que fazer dentro do mercado, com grande diversidade de banquinhas artesanais para comprar lembranças e presentes de viagem. Caso queira visitar o Vale Nevado, Viña del Mar e Valparaíso há stands de venda para estes passeios, que são um pouco mais complicados de fazer por conta própria.

Não se preocupe em fazer a visita ao mercado com pressa pois ele é realmente grande. Aproveite com calma e, por ser perto, é legal voltar para a Plaza de Armas e fazer mais visitas. Como a praça é grande e cercada por atrações fica cansativo e corrido fazer tudo em uma manhã ou uma tarde. O Museu Histórico Nacional, por exemplo, tem dois andares e grande extensão de acervos, além de uma biblioteca com livros centenários e um pátio com canhão e locomotiva de guerra. Há um órgão nacional que chama-se DIBAM (Dirección de Bibliotecas Archivos y Museos), que é responsável por cuidar da parte física dos monumentos assim como por promover a cultura em seu sentido imaterial. A Catedral Metropolitana é um bom lugar para encerrar o passeio pelo centro histórico. É um lugar que emociona facilmente, inclusive quem não é católico ou não segue religião alguma. A catedral tem uma marca colonial e ao mesmo tempo feudal, com paredes de pedra super espessas, vitrais nas janelas, detalhes minuciosos em todas as paredes, pinturas na cúpula, santuários, confessionários, altar lindo e uma parte subterrânea onde bispos e padres são enterrados.

Dia 2: Vale Nevado

A forma mais segura de fazer esse passeio é contratando uma agência local. Para andar nas montanhas íngremes, estreitas e com neve é necessário autorização e correntes específicas para isso. Enfim… as vans costumam buscar os passageiros entre 7:30 e 8:30 da manhã, pois elas passam nos locais de aluguel de roupas e equipamentos de neve e o caminho para chegar no Vale dura em torno de 1 hora. Eles fazem uma pausa na metade do caminho, no centro de esqui Farellones, já na Cordilheira dos Andes e perto de outras estações de esqui, como La Parva e El Colorado. O grupo decidiu conhecer o Vale Nevado (3.000 metros de altitude), tirar umas fotos por lá e voltar para esquiar em Farellones, que tinha pistas menos íngremes e de menor distância para os iniciantes. O Vale em si é maravilhoso e com certeza vale a pena para quem já tem experiência com esportes de inverno. Caso você não saiba esquiar ou andar de snowboard é interessante fazer umas aulas antes. O passeio todo é bastante cansativo mas com certeza proveitoso. A van busca no local combinado e normalmente chega de volta à Santiago entre 18h e 19h. Por ser um dia que “acaba mais cedo” é legal sair pra comer e/ou beber algo pelas ruas.

Dia 3: Palácio de la Moneda, Biblioteca Nacional, Parque Nacional Metropolitano e Cerro San Cristóbal (ufa!)

O passeio para ver a troca da guarda deve ser adaptado de acordo com o dia da semana e muito provavelmente será o primeiro do dia. Estação: La Moneda. Particularmente, tive a impressão de estar presenciando um evento de um país ainda muito marcado pela ditadura e com fortes características deste período. A entrada é  franca.

Calendário de troca da guarda do Palácio para 2016:
Abril, Maio, Agosto, Novembro e Dezembro – dias ímpares;
Junho, Julho, Setembro e Outubro – dias pares. 

Para quem gosta de igrejas há uma próxima do Palácio que chama Iglesia San Francisco, que data de 1572 e que também tem um Museu de Arte Colonial da ordem franciscana. Neste museu entrei na Sala Gabriela Mistral, onde se exibe a medalha original e o Prêmio Nobel de Literatura que a poetisa, que dá o nome a sala, ganhou em 1945. O passeio na Igreja é de graça porém a entrada do museu é de mais ou menos 1.000 pesos chilenos. Outro lugar muito interessante de conhecer é a Biblioteca Nacional, fundada em 1813, de construção neoclássica. Fica perto da estação Sant Lucia e tem entre 4 e 5 andares, com um acervo de aproximadamente 1.300.000 livros, jornais, revistas, mapas e documentos históricos. Se quiser apreciar de verdade não vá com pressa. 

Caso decida ir ao Parque Nacional vá preparado para caminhar, com sapatos e roupas confortáveis e bastante tempo. É um lugar lindo e ao chegar lá o acesso é feito por meio de um funicular. Este mesmo transporte depois leva ao Cerro San Cristóbal. Aproveite durante a viagem para comer um doce típico feito de amendoim, mel e açúcar, vendido como maní.

O funicular custa 1.500 pesos por pessoa e na metade da subida deixa os visitantes no zoológico. Para entrar no zoológico são mais 1.500 pesos para crianças e 3.000 para adultos. O zoológico é gigante, parece um labirinto e tem muuuitas escadas. Além de um aviário cheio de animais em seu habitat natural pode-se encontrar ursos polares, tigres brancos, pinguins, zebras, cangurus, ursos pardos e por aí vai… Ao final do passeio quem quiser pode esperar o funicular e subir no topo do morro San Cristóbal, no qual tem uma feirinha e um santuário. Para ir embora é só pegar o transporte de volta para a entrada. Por ser um dia com várias atividades o ideal é comer algo e descansar, principalmente se for até o Pacífico no dia seguinte.

Dia 4: Vinã del Mar, Valparaíso, Casa Neruda, Pacífico

Para este dia de passeio também há a possibilidade de contratar uma agência que leve às cidades portuárias. Além disso, a outra opção é pegar o metrô até a Universidade de Santiago e pegar o ônibus que sai de 15 em 15 minutos (tanto para Valparaíso quanto para Viña del Mar), e a companhia Turbus costuma ter as passagens mais baratas (aproximadamente 6.600 pesos o trecho), com ônibus confortáveis e mais horários. É recomendável comprar as passagens com antecedência para certificar-se que o tempo seja bem aproveitado, a não ser que você fique 1 dia em cada cidade. Na ida, o lado direito do ônibus tem uma vista privilegiada para a rota dos vinhos de Casablanca (outro passeio que pode ser adicionado na sua viagem caso haja tempo). Também dá para ir de carro, com dois pedágios de 2.600 pesos cada.

Se você preferir ir de van, elas passam para buscar os passageiros por volta das 7:30-8h e seguem viagem pela Ruta 68, caminho para Valparaíso (a 120 km de Santiago), onde localiza-se a linha um do metrô. Obs: nossa van parou no meio do caminho para irmos numa quitanda rústica, para que pudéssemos experimentar a “chicha” (suco de uva fermentado com 3% de teor alcóolico), mas não são todas que param.

Valparaíso costuma ser descrita como uma cidade mais feia que Santiago, mas ela tem seu charme. É uma cidade portuária e bastante boêmia (dica para quem gosta de um bar), além de possuir restaurantes com frutos do mar deliciosos e uma das casas do famoso Pablo Neruda (La Sebastiana), com 5 andares e uma vista linda para o Porto. Para visitar a casa há informações completas no site da Fundação Neruda; a entrada custa 6.000 pesos para adultos e 2.000 pesos para estudantes, a fundação abre de terças à domingos das 10h às 18h (em janeiro e fevereiro o horário é das 10h às 19h). Caso não esteja de van, você pode pegar um ascensor para chegar ao topo do morro. É interessante passear a pé pela cidade e observar as casinhas coloridas e ruelas com lugares mais escondidos. Há, ainda, a Plaza Simon Bolívar e a Catedral de Valparaíso.

Viña del Mar, por sua vez, é a cidade dos jardins. Um de seus pontos turísticos é o Relógio das Flores, presente da Holanda ao Chile. Nessa região não deixe de molhar os pés no Pacífico e de trazer alguma conchinha ☺ Se você for na época mais quente existe uma possibilidade remota de tomar banho de mar, é muito gelado. Na cidade também há o Casino Municipal de Viña del Mar (o mais antigo do Chile).

Mais um dos pontos obrigatórios é o Museu Fonck, que possui um dos seis moai que estão fora da Isla de Pascua (passeio daqueles de tirar o fôlego, mas é necessário mais tempo de viagem ou a vontade de trocar um dos dias de lugares tradicionais para ir até lá, eu não pude ir mas quero voltar e ir lá). O museu se encarrega de preservar e expandir a arqueologia e etnografia da cultura Rapa Nui, parte importante da cultura do Chile.

Os horários do museu são esses:
Nas segundas das 10h às 14h e das 15h às 18h;
De terças aos sábados das 10h às 18h;
Nos domingos e feriados das 10h às 14h.

Os ingressos são adquiridos no próprio museu e o valor é de 2500 pesos para adultos e 500 pesos para crianças. Nos dias 1º de janeiro, 1º de maio, 18 e 19 de setembro e 25 de dezembro o museu não abre.

De maneira geral, a dica é priorizar o que você mais gosta de fazer. Em breve faremos outro post de viagem ao Chile com mais dias, para as férias de julho. Além de tudo que foi citado o Deserto do Atacama é incrível e vale a pena colocar no roteiro.

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